Fases da Lua em Dezembro de 2026

Neste artigo

As fases da lua em dezembro de 2026, no horário de Brasília, são: lua minguante no dia 1º, lua nova no dia 8, lua crescente no dia 17 e lua cheia no dia 23 — e ainda começa uma segunda minguante no dia 30. É o único mês do ano em que a folhinha popular registra cinco viradas de fase: o dezembro abre e fecha na minguante, a lua de arrumar a casa para o ano que vem. No calendário agrícola tradicional, a minguante serve para raízes, capina e colheita de armazenagem; a nova, para preparar a terra do verão; a crescente, para folhas, flores, frutos e o milho de verão; e a cheia, para colher para a ceia e observar as lavouras formadas. Dezembro ainda guarda o solstício de verão no dia 21, o dia mais longo do ano, e a lua cheia que atravessa o Natal.

Depois das águas firmes de novembro, dezembro é o mês em que o verão se assume no Centro-Sul: calor forte, mormaço de tarde e temporais que vêm com cortejo de trovão. Na roça, é tempo de acompanhar a safra das águas, colher o milho-verde das festas e proteger a horta do excesso de chuva. No sertão do Nordeste, dezembro tem outro sentido: é a porta do inverno das águas, a estação que o sertanejo espera o ano inteiro. A lua organiza o serviço dentro desse movimento — mas quem decide, como sempre, são o solo, a chuva e o céu.

Para conferir a fase atual antes de começar um serviço, consulte a lua de hoje ou use o calendário abaixo.

Calendário lunar de dezembro de 2026

Fase da luaData em dezembro de 2026Uso tradicional mais lembrado
Lua minguante1º de dezembroPlantar raízes de ciclo longo, capinar, podar, cortar lenha e colher para armazenar
Lua nova8 de dezembroPreparar a terra do verão, adubar, fazer composto e descansar canteiros cansados
Lua crescente17 de dezembroSemear folhas, flores, frutos e o milho-verde; transplantar mudas vigorosas
Lua cheia23 de dezembroColher milho-verde, frutas e ervas para as festas de fim de ano
Lua minguante30 de dezembroArrumar a roça, guardar sementes e plantar mandioca e batata-doce para o ano novo

As datas indicam o início das cinco fases do mês — dezembro tem virada de fase sobrando. Cada janela segue até a fase seguinte: a minguante ocupa a primeira semana (do dia 1º ao dia 7); a nova, do dia 8 ao dia 16; a crescente, do dia 17 ao dia 23; a cheia, do dia 23 ao dia 29; e a minguante de virada, os dias 30 e 31.

Dezembro de 2026, dia a dia pela tradição

PeríodoFaseO que fazer segundo o almanaque popular
1º a 7 de dezembroLua minguanteCapinar, amontoar raízes, colher para armazenar, cortar lenha e fazer a poda de fim de ciclo
8 a 16 de dezembroLua novaPreparar e adubar canteiros, revisar a irrigação, fazer composto e planejar o verão
17 a 23 de dezembroLua crescenteSemear folhas, flores e frutos de calor; plantar milho-verde e transplantar mudas
23 a 29 de dezembroLua cheiaColher para a ceia de Natal e o consumo, selecionar plantas matrizes e observar lavouras
30 e 31 de dezembroLua minguanteArrumar ferramentas, guardar sementes, plantar mandioca e batata-doce e abrir o ano na organização

Este calendário dá continuidade às fases da lua em novembro de 2026, mês do verão de São Martinho. Para ver todas as datas do ano, consulte o calendário lunar de plantio 2026.

O que plantar em dezembro de 2026 pela lua

Dezembro é o primeiro mês do verão meteorológico e, em boa parte do Centro-Sul e do Centro-Oeste, a estação chuvosa já está instalada. O plantio pesado das águas aconteceu; agora se semeia o que gosta do calor, o que cabe entre uma colheita e outra, e o que vai abastecer a horta das férias — sempre respeitando a umidade, o calor e o regime de chuva da região.

“Lua escolhe o dia; chuva escolhe a safra.”

A frase dos almanaques resume o mês: dezembro tem fase de sobra, mas quem manda no resultado é a água no perfil do solo — em excesso ou em falta. Antes de semear, observe a chuva dos últimos dias e a previsão dos próximos.

Lua minguante (1º a 7): raízes, capina e a poda de fim de ciclo

A lua minguante abre o mês, herdando a cheia de novembro. É a fase tradicional de tudo o que se desenvolve abaixo da terra ou precisa ser reduzido, limpo e guardado:

  • mandioca e batata-doce, nas regiões de plantio de verão;
  • gengibre e inhame, onde a umidade permite;
  • colheita de raízes, bulbos e grãos destinados à estocagem;
  • capina e roçada, antes que o mato exploda com o calor úmido;
  • a clássica poda pela lua minguante de contenção e limpeza;
  • corte e organização de lenha em janela de tempo firme;
  • limpeza de valetas e caminhos antes das chuvas fortes do verão.

No dia a dia do fim de ano, essa primeira minguante é a “faxina” da roça: o momento de tirar o que secou, o que doençou e o que atrapalha, para o ano novo começar leve.

Lua nova (8 a 16): preparar a terra do verão

A lua nova começa no fim da tarde do dia 8 — que é também o dia de Nossa Senhora da Conceição, data que os almanaques antigos gostavam de anotar na mesma linha da lua. No saber popular é período de recolhimento e preparação, ideal para:

  • incorporar composto já curtido nos canteiros do verão;
  • revisar a irrigação antes do calor grande de janeiro;
  • abrir sulcos e covas de plantios tardios;
  • separar e rotular sementes por cultura e data;
  • instalar cobertura morta para segurar a umidade das chuvas;
  • adubar frutíferas em formação;
  • anotar no caderno o que a safra das águas está pedindo.

Quem perdeu a janela de novembro ainda pode usar a nova e a crescente de dezembro para ciclos curtos e culturas de verão, desde que a região permita. O calendário lunar para hortaliças mostra como julgar essas janelas sem plantar fora da época.

Lua crescente (17 a 23): folhas, flores e o milho-verde

A lua crescente começa em 17 de dezembro e é a fase mais movimentada da horta de verão. Segundo a tradição, entram nessa janela:

  • alface, rúcula, couve, almeirão e cheiro-verde, em sementeiros protegidos da chuva forte;
  • abóbora, pepino, quiabo, melancia e milho-verde, onde houver água e tempo firme;
  • feijão de verão, em regiões de estação longa;
  • flores anuais de verão e mudas ornamentais;
  • ervas como manjericão, salsa, cebolinha e coentro;
  • transplante de mudas vigorosas;
  • enxertia em frutíferas em vegetação ativa.

Essa crescente carrega ainda o solstício de verão no dia 21 — o dia mais longo do ano dentro da fase do plantio, combinação que os almanaques gostavam de destacar. A divisão entre folhas e raízes pela fase está detalhada no calendário para grãos e cereais; para o pomar, o guia de árvores frutíferas pela lua organiza o que se planta, poda e colhe em cada fase.

Lua cheia (23 a 29): a colheita da ceia

A lua cheia começa na noite de 23 de dezembro e atravessa o Natal — a ceia de 2026 acontece sob lua cheia no céu de verão. A tradição associa a fase à abundância e ao vigor das partes aéreas. É janela popular para:

  • colher folhas e ervas para o consumo rápido;
  • retirar frutos maduros do quintal para as festas;
  • colher o milho-verde de dezembro, pendoado no fim de tarde e assado na brasa das festas;
  • observar floração e pegamento de frutos;
  • selecionar plantas matrizes da safra das águas;
  • recolher sementes maduras;
  • avaliar pragas e doenças favorecidas pela umidade.

A cheia não apressa maturação nem prolonga conservação por si só. Ponto de colheita, higiene e armazenamento continuam decidindo. Veja as diferenças no calendário lunar para colheita.

Minguante de virada (30 e 31): fechar o ano organizado

A segunda minguante do mês começa no dia 30 e atravessa a virada do ano — raro e precioso na folhinha popular. É a janela de encerramento:

  • guardar, rotular e guardar de novo: sementes da safra separadas e anotadas;
  • plantar mandioca e batata-doce, que a tradição manda “entrar o ano novo na minguante”;
  • poda leve de limpeza, nunca em planta sob estresse hídrico;
  • afiar, consertar e organizar ferramentas;
  • fechar o caderno do ano: o que germinou, o que afogou, o que compensou.

Começar janeiro com a terra preparada e o caderno em dia é o jeito almanaque de desejar bom ano à roça.

O solstício de verão e os dias que crescem

Em 21 de dezembro de 2026, por volta das 17h50 no horário de Brasília, o Sol atinge o ponto mais alto do céu do hemisfério sul: é o solstício de verão, o dia mais longo e a noite mais curta do ano. A partir dali, os dias começam, pouquinho a pouquinho, a encurtar de novo — mas o calor segue subindo, porque o atraso térmico faz janeiro e fevereiro renderem mais calor que dezembro.

O povo do campo lia essa curva do Sol com santo na porta. O ditado de São Tomé, celebrado justamente em 21 de dezembro, resume a observação:

“Dia de São Tomé — o sol faz a curva e volta pro inverno.”

Antes dele, o caminho é marcado por Santa Luzia, no dia 13, outro marco dos almanaques no rumo do solstício. São Tomé é também o santo da dúvida — aquele que só acreditou vendo — e os almanaques gostavam da lição: na roça, diz o ditado, é preciso ver para crer, observar para plantar. Em 2026, o dia de São Tomé cai na janela da lua crescente, a fase do plantio: a curva do Sol dentro da lua que semeia.

Dezembro no sertão: a porta do inverno nordestino

Se no Centro-Sul dezembro é o verão que começa, no sertão é o inverno que se anuncia — porque no Nordeste inverno quer dizer chuva. A quadra chuvosa do sertão centro-sul (sul do Ceará, oeste de Pernambuco, norte da Bahia) costuma abrir justamente entre novembro e dezembro, com o pico em dezembro e janeiro; no sertão setentrional, as águas firmam entre dezembro e janeiro e seguem até abril. O inverno nordestino tem calendário próprio — e a lua de dezembro organiza a esperança do plantio da “safra do inverno”.

Os sinais de que as águas estão chegando são o patrimônio da caatinga:

  • o mandacaru florido na seca, o aviso mais famoso;
  • revoadas de tanajuras depois do calor úmido;
  • trovoadas distantes ao entardecer, os “avisos” do inverno;
  • nuvens carregadas sobre a serra, que “não mentem”;
  • vento mudando de direção, aragem que chega com cheiro de terra molhada.

Plantar no sertão só porque a tabela mostra uma crescente nacional é arriscado: ali, quem decide é a chuva que firma. A tradição manda esperar a chuva boa — a que enche o pé de serra — e só depois meter a semente no chão molhado.

Temporais de verão: o céu que ferve

Dezembro combina calor quase de janeiro com umidade de estação chuvosa — a receita das tempestades fortes. Na leitura popular, o céu “ferve” de tarde: nuvens crescem como torres, a base escurece e uma cortina de chuva avança no horizonte. Os avisos de temporal chegando que exigem atenção imediata:

  • nuvem escura crescendo depressa;
  • trovão, mesmo distante;
  • vento que muda de direção e chega frio;
  • poeira e folhas levantadas por rajada;
  • relâmpagos frequentes;
  • queda rápida de temperatura;
  • alertas no celular e da Defesa Civil.

Ao ouvir trovão, procure abrigo seguro: nunca em área aberta, debaixo de árvore isolada, perto de cerca, no alto do morro ou dentro d’água. Para a situação do momento, consulte previsão e radar pelo Clima e Tempo , site irmão dedicado à meteorologia científica, além do INMET e da Defesa Civil.

A pesca e o defeso de dezembro

Nos rios, dezembro é coração da piracema: os peixes sobem para desovar com as águas da estação, e em grande parte das bacias o defeso — o período em que a pesca é proibida ou restrita para proteger a reprodução — está valendo. As datas variam por bacia e por estado, e mudam de ano para ano.

A regra do pescador consciente é simples: antes de sair, confira a norma da sua bacia junto ao órgão estadual de pesca. A lua do calendário lunar para pesca organiza a tradição dos bons dias de fisgada, mas é a lei da bacia — e o respeito à desova — que manda. Em 2026, a lua cheia do dia 23 ilumina as águas do defeso: mês de deixar o peixe subir em paz.

Dezembro em cada região do Brasil

Sul

Dezembro é verão assumido: calor, chuvas fortes de convecção e férias na praia. Na roça, o milho safrinha entra na janela de decisão e a horta de verão acelera. Temporais de fim de tarde pedem atenção redobrada com granizo e rajadas.

Sudeste

No interior, as chuvas seguem firmes, o café formado depois da florada segue em grão e as tardes de mormaço anunciam pancada. Nas serras e no litoral, o regime de umidade varia; a chuva de um município não representa cada encosta e baixada. É a terra do milho-verde de dezembro, cozido na ceia e na churrasqueira.

Centro-Oeste

A estação chuvosa está no auge e as grandes lavouras seguem em desenvolvimento. Dezembro é de acompanhamento: pragas, doenças, adubação de cobertura e drenagem dividem a atenção com o céu de tarde.

Nordeste

O litoral oriente vive o pico de suas chuvas de outono-inverno já passado; agora é o sertão que entra em cena: a quadra chuvosa abre no centro-sul e se firma rumo ao norte. Plantar é esperar a chuva boa e usar a lua para organizar o serviço. O dia de Santa Luzia (13) e as trovoadas de fim de tarde entram no caderno dos observadores.

Norte

Na Amazônia, dezembro segue dentro do período chuvoso de boa parte da região, com rios subindo e várzeas alagando. O calendário da lua organiza o trabalho, mas quem decide a época é o rio — e a cheia que vem.

A fase da lua é a mesma para todo o país; a oportunidade agrícola é regional.

A lua realmente determina o resultado do plantio?

A lua exerce efeitos físicos conhecidos, especialmente nas marés. Já as afirmações de que cada fase determina germinação, seiva, produtividade ou conservação não possuem comprovação suficiente para funcionar como regra universal. O artigo sobre lua e agricultura explica essa fronteira entre tradição e ciência.

Isso não elimina o valor do calendário popular. Seguir as fases ajuda a distribuir tarefas ao longo do mês, preparar a terra antes de semear, manter caderno de plantio, comparar colheitas e preservar conhecimentos de família e comunidade. A melhor postura é tratar a lua como sistema tradicional de organização: época, solo, água, variedade e manejo continuam decidindo o resultado.

Perguntas frequentes

Quais são as fases da lua em dezembro de 2026?

No horário de Brasília, a lua minguante começa no 1º de dezembro, a lua nova no dia 8 (no fim da tarde), a lua crescente no dia 17 e a lua cheia no dia 23 (à noite), com uma segunda minguante começando no dia 30 de dezembro de 2026.

Quando é a lua cheia em dezembro de 2026?

A lua cheia começa na noite de 23 de dezembro de 2026 e atravessa o Natal — a ceia de 2026 acontece sob lua cheia. Pela tradição, é janela de colher folhas, ervas, frutas e o milho-verde para o consumo das festas.

Quando é a lua nova em dezembro de 2026?

A lua nova começa no fim da tarde do dia 8 de dezembro de 2026 e segue até a crescente do dia 17. É a fase popular do preparo da terra, da adubação, do composto e do planejamento do verão.

Quando é a lua crescente em dezembro de 2026?

A lua crescente começa no dia 17 de dezembro de 2026 e segue até a lua cheia do dia 23. Pela tradição agrícola, é a janela de folhas, flores, frutos de calor, milho-verde e transplante de mudas. O solstício de verão (dia 21) cai dentro dessa janela.

O que plantar em dezembro pela lua?

Na minguante: mandioca, batata-doce, gengibre e inhame, além de capina e poda. Na nova: preparo de terra, composto e adubação. Na crescente: folhas, cheiro-verde, abóbora, pepino, quiabo, melancia, milho-verde e feijão de verão, conforme a região. Na cheia: colheita para consumo e seleção de sementes.

Por que dezembro de 2026 tem duas minguantes?

Porque o mês abre com uma minguante já em curso (que começou em 1º de dezembro) e o ciclo lunar de 29,5 dias faz a quarta fase voltar a acontecer dentro do mesmo mês: a segunda minguante começa no dia 30. São cinco viradas de fase — minguante, nova, crescente, cheia e minguante — um mês “cheio” na folhinha popular.

O defeso está valendo em dezembro?

Em grande parte das bacias, sim: dezembro é coração da piracema e do defeso, mas as datas variam por bacia, estado e ano. Antes de pescar, confira a norma da sua região e respeite a subida dos peixes.

O solstício de verão é o dia mais quente do ano?

Não. O solstício de 21 de dezembro é o dia mais longo, mas o atraso térmico faz janeiro e fevereiro tenderem a ser mais quentes. O ditado de São Tomé resume: no dia mais longo, “o sol faz a curva” — o calor grande ainda vem pela frente.

O calendário vale para todo o Brasil?

As datas das fases são referências nacionais no horário de Brasília, mas o plantio é regional. Dezembro pode ser temporais no Centro-Sul, abertura do inverno das águas no sertão e rio subindo na Amazônia. Adapte o almanaque ao regime local de chuva, temperatura e cultura.

Dezembro: a lua organiza, o verão responde

As fases da lua de dezembro de 2026 formam um calendário raro de guardar: minguante no dia 1º, nova no dia 8, crescente no dia 17, cheia no dia 23 e minguante de novo no dia 30 — cinco viradas que abrem e fecham o mês na fase de arrumar a casa. A tradição distribui o fim do ano entre guardar, preparar, plantar, colher e organizar, com o solstício do dia mais longo no meio da crescente e a lua cheia atravessando a ceia de Natal.

O essencial, porém, continua no chão: dezembro é mês de águas fortes em boa parte do Brasil, e é a umidade do solo, o calor e o céu de tarde que dizem se a safra vai em frente. Use a minguante para limpar e estocar, a nova para preparar, a crescente para semear o que o verão permite e a cheia para colher e observar. A lua oferece a folhinha; a terra e o tempo dão a resposta.

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